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Em jogo com expulsões e bolas na trave dos dois lados, clássico JuveNal empata sem gols

Por Mateus Lemos

No clássico mais charmoso de São Paulo, não houve gols no Nicolau Alayon. Num primeiro tempo marcado por expulsões ambos os times e no segundo por boas chances perdidas pelo Naça, o empate não foi bom para as duas equipes. O Nacional continua em 4º lugar, com 16 pontos, beneficiado pelo empate em casa do Água Santa contra o vice-líder São Caetano por 1 x 1. O time de Diadema também tem 16 pontos, mas fica em quinto por ter saldo de gols pior. Já o Juventus estaciona na 6º posição com 11 pontos e tem que tirar uma vantagem de 5 pontos nas últimas 3 rodadas para sonhar com a classificação.

Sob forte calor de 34°C, o clássico Juvenal já começou tal como a temperatura. Aos 5 minutos, Laécio acerta uma cotovelada no rosto do adversário segundo o juiz e recebe cartão amarelo. Durante o atendimento ao defensor do Juventus, houve discussões entre os jogadores e Laécio, dois minutos após, recebe o segundo cartão amarelo e é expulso por reclamar de forma acintosa das decisões da arbitragem de acordo com a súmula do jogo.

Com um a menos, o Naça optou por se defender e o Juventus teve mais posse de bola e troca de passes no campo de ataque. Porém só foi ameaçar a meta do goleiro Felipe na metade do primeiro tempo, com um chute de fora da área do lateral Douglas que bateu na trave. A pressão continuou, mas o Nacional se defendia bem. Aos 38 minutos a diferença numérica em campo foi desfeita. O atacante Deivid recebe segundo cartão amarelo por simular um pênalti e vai embora mais cedo. Depois disso o jogo se encaminhou para o final do tempo em equilíbrio.

O segundo tempo já começou acelerado e nos primeiros 10 minutos houve mais finalizações do que no primeiro tempo inteiro (5 x 7). Dessas, as mais perigosas foram do Naça. Primeiro aos 2 minutos, Emerson Mi recebe na entrada da área e chuta para defesa do goleiro Paulo Vitor e no rebote, Naldinho acerta um defensor e a bola é afastada pela zaga. Depois aos 10 minutos, Thiago Cunha acerta ótimo lançamento para Naldinho na grande área, que domina e chuta em cima do goleiro.

O Juventus atacava em chutes de fora da área (10 na partida inteira), enquanto que o Nacional trabalhava mais as jogadas pelas pontas ou em lançamentos da defesa. O Naça partiu para cima e chegou com perigo à meta juventina 3 vezes em 2 minutos. Aos 23, Rafinha, que havia entrado no intervalo no lugar de Thiago Santos, recebeu uma bola na grande área e chutou para uma defesa difícil de Paulo Vitor. Aos 24, Everton Cesar que entrou no lugar do volante Murilo 4 minutos antes, experimentou de longe e a bola bateu na trave. Na sobra, Rafinha cruzou e Naldinho cabeceou para fora.

Na metade final do segundo tempo, o Juventus não conseguiu mais atacar com precisão, ao mesmo tempo que o Nacional continuava melhor, pressionava mais, porém sem finalizar ao gol. Aos 46 minutos, o Naça teve a última boa chance de alterar o placar. Rafinha recebeu na grande área, chapelou o marcador, mas o chute cruzado não foi ao gol e o jogo terminou sem balançar as redes.

Depois da partida, o lateral esquerdo Caio Mendes e o treinador Betinho falaram conosco.

“A gente veio com uma proposta de jogo de marcar em cima, mas fomos prejudicados, acho que aos 5 minutos, com a expulsão, totalmente equivocada na minha visão, do juiz. Tentamos nos readaptar ali com um a menos e conseguimos segurar a pressão deles. No segundo tempo tivemos algumas chances, mas não fomos eficientes para concluir em gol. Agora tem que buscar o jogo, praticamente o da classificação, no confronto direto lá em Santos contra o Santos”, comentou Caio sobre o jogo e o próximo confronto do Naça na Copa Paulista.

FALA MEU TREINADOR

 

“No primeiro tempo nós tivemos uma dificuldade com a expulsão do Laécio logo no início. Aí o Juventus teve mais a ação de jogo, mesmo assim eles não criaram. Nós não chegamos e eles também não. No segundo tempo nós ajustamos umas situações, houve substituições também e passamos a trabalhar mais no campo ofensivo do Juventus e criamos as situações. Infelizmente não conseguimos converter em gols, saímos com o resultado ruim, porque jogando dentro de casa, mas se tratando de um clássico, um jogo tradicional, um empate também não deixa de ser reconhecido”, disserta Betinho sobre o jogo.

“Um confronto direto contra o Santos, na verdade a gente vai mais é conversar, porque não tem como trabalhar, porque o jogo já é sábado. Mas vamos ajustar sim, vamos pegar um campo muito bom, nosso time tem qualidade e esperamos trazer uma vitória de Santos”, fala o nosso treinador sobre os ajustes para o próximo jogo contra o Santos na Vila Belmiro.

O Nacional volta a campo sábado, às 16:00, contra o Santos fora de casa. A equipe praiana vem em recuperação no torneio. Desde a derrota contra a Portuguesa em casa na 4º rodada, o peixe só perdeu na última rodada, justamente para a Lusa por 1×0 fora de casa. Antes foram 5 vitórias e um empate. Uma dessas vitórias foi contra o Nacional na Comendador Souza, por 2×1.

 

NACIONAL 0 X 0 JUVENTUS

 

PÚBLICO: 330.

RENDA: R$ 4.020.

ÁRBITRO: André Luiz Ribeiro Cozzi.

ASSISTENTES: Vladimir Nunes da Silva e Robson Ferreira Oliveira.

QUARTO ÁRBITRO: Givaldo Alves dos Santos.

CARTÕES AMARELOS: Laécio, Thiago Santos, Rafinha e Luís Henrique (NAC); Deivide, Luccas do Brasil e Cesinha (JUV).

CARTÕES VERMELHOS: Laécio (NAC) e Deivide (JUV).

NACIONAL: Felipe; Thiago Cunha, Luis Henrique, Rodrigo e Thiago Santos (Rafinha); Murilo (Everton Cesar), Negueba, Caio Mendes e Emerson Mi (Veloso); Laecio e Naldinho Técnico: Betinho.

JUVENTUS: Paulo Vitor; Douglas (Vanlilo), Vinícius Gomes, Victor Souza e Marcelinho; Fellipe Nunes, Cesinha (Dener), Jô e Baroni (Moicano); Luccas do Brasil e Deivide Técnico: Edilson Chiari.

 

(Foto: Vinicius Melchior/Nacional)
(Foto: Vinicius Melchior/Nacional)
(Foto: Vinicius Melchior/Nacional)
(Foto: Vinicius Melchior/Nacional)
Tercio Nurnberg
Formado em Comunicação Social pela Universidade Paulista. Colaborador Sênior do portal Torcedores.com
http://www.mundodosociety.com.br

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